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Dispersos, porém potentes

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Quando a páscoa estava se aproximando, me veio a memória o cuidado de Jesus para seus discípulos antes do pior acontecer. Nessa época eu tive uma oportunidade de falar na igreja e falei sobre isso. Logo depois, eu fiquei reflexiva sobre Pedro e os discípulos quando a morte de Cristo estava de fato acontecendo. Como lidar com os sentimentos? O que fazer? E eu tive uma oportunidade e preguei sobre isso. Recentemente me vem a mente outro momento da história dos discípulos. Eles já sabiam que Jesus tinha ressuscitado e havia ido para os céus. O primeiro baque parece ter passado e vem outras perguntas: ficamos juntos ou nos separamos? Precisamos de mais um discípulo para fazer os 12? Vem outras respostas também, que fazem com que, mesmo em um momento de dispersão e confusão, a igreja crescesse cada dia mais forte.  ·          A igreja dependia do Espírito Santo Jesus foi claro para a igreja de que eles deveriam esperar o E...

Todo mundo sente tudo

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Leitura: Mt 26.36-75; Lc. 22.39-71; Mc 14.32-72; Jo 18.1-27 Quando lembramos sobre a humanidade de Jesus e sobre os seus sentimentos, normalmente nos vem a mente o célebre menor versículo da Bíblia: Jesus chorou. Contudo, particularmente a mim, por mais que eu saiba de Lázaro era amigo próximo de Jesus e tinha a Maria e Marta como pessoas muito amadas, sempre imaginava aquele choro cinematográfico, com uma lágrima saindo de um lado do olho, fazendo um esforço falso para mostrar sentimento. Um choro para contar no script de humanidade. Ao ler esses textos sinóticos, entretanto, o mix de sentimentos – algo bem mais comum nos seres humanos do que sentimentos sozinhos – fica muito claro.   Jesus: Emoções e sentimentos: Tristeza, angústia (Mt.26.37), solidão (v.38), vontade de fugir, (v.39), raiva (v.40) Forma com que Jesus reagiu: ·          Primeiramente, foi orar ·       ...

Estudo Bíblico: Saúde mental e a igreja

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Gostaria de começar a fala sobre saúde mental com um testemunho, que é na verdade uma apresentação minha. Antes de ser a namorada do Felipe, ou ser uma psicóloga, eu sou uma mulher crente, de uma família muito, mas muito crente. Minha família tem história vinda de vários lugares. Meu avô materno é descendente de italiano, mas o sangue que percorre na minha veia é nordestina. Todos meus avôs e minhas avós eram nordestinos brabos mesmo, de trabalhar muito, de valorizar a família e de levar a religião muito a sério. Uma família que grande parte quis virar padre, ou freira ou trabalhavam na igreja. Meus avôs e minhas avós vieram para o rio para crescer na vida e viraram evangélicos, mais especificamente presbiterianos. A família do meu pai teve uma passada pela assembléia, mas acabou fixando na presbiteriana.. Desses, dois avôs e uma avó pastora. A outra avó foi freira antes de casar. Deles sairam filhos evangélicos muito sério no trabalho da igreja: minha mãe e meu pai. Um presbitero...

Dia do teólogo (Pequenas reflexões - Parte I)

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Sempre me esqueço e sou lembrada do dia de hoje, dia da teóloga.  Dia este que cada ano sei menos o que é.   Afinal, encontrei esse grafitti na rua nesses dias e me respondi que talvez o maior papel da teóloga seja a escuta, a escuta de silêncios, de lugares improváveis, de lugares que não são nossos. Nós falamos na psicologia que a grande diferença entre uma escuta do bar e a escuta psicológica é porque nosso arcabouço nos faz perceber e pontuar coisas que a própria pessoa traz, sendo bem longe do que muitas vezes chamamos de aconselhamento. Não temos uma fórmula de solução para as pessoas. Temos ciência e conhecimento e aplicamos ao que ouvimos. E suspeito que o trabalho da pessoa que ama a teologia é esse. Nos termos da teologia da libertação "ver, julgar e agir". Mas acho que só ver não é suficiente. Talvez nem só ouvir seja suficiente, porém ouvir olhando para nosso arcabouço nos faz que emerja o que ousadamente poderia ser a Teologia. Não o ...

Religião e infância parte I – Fé (como) das crianças.

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“[...] quando os antropólogos dizem, por exemplo, que o ritual simboliza algo, estão partindo de um pressuposto adultocentrico, na medida em que a experiência das crianças com relação ao ritual é totalmente diferente [...]” (PIRES, 2010, p.157) Estou desejosa de falar sobre religião e infância há muito tempo. Porém, por incrível que pareça, sabe-se muito pouco acerca do tema e comenta-se pouco da necessidade de falar sobre isso. Sim, necessidade. Afinal, vivemos num país com uma população de 24,2% de crianças até 14 anos e que possui uma base religiosa fortíssima (92% possui alguma religião professa), sem que isso sequer seja citado. Nossa mentalidade é tão adultocêntrica que vivemos como se nós fossemos os protagonistas do mundo, capazes de escolher, de tomar responsabilidades enquanto crianças são seres secundários. Da mesma forma com a religião. A segunda parte desse post será especificamente sobre a relação de crianças com as igrejas, porém neste quero ...